A perspectiva para a Copa não é das melhores. Estádios superfaturados e correndo contra o relógio, seleção capengando nos amistosos.
Do ponto de vista futebolística, basear-se em Ronaldinho Gaúcho, um ex-jogador que só fica dando tapinha na bola para os lados e que vive de cobrança de faltas, é muito pouco. É um erro crasso. Mano sucumbiu à pressão da imprensa carioca quando o R10 estava no "auge" do Flamengo.
Juntar meia dúzia de bons jogadores uma semana antes dos jogos também não ajuda muito, já que futebol é coletivo, e não há entrosamento que melhore desse jeito. Aí temos jogos modorrentos, sofríveis, difíceis de ver. E sobrevivemos dos lampejos de criatividade ou de sorte. Aí reside outro problema: temos a mania de achar que futebol brasileiro está acima dos demais. Até pode ser uma verdade, mas não existe futebol bonito, prático e convincente sem um mínimo de organização. Organização coletiva, tática, planejamento. Com a preparação física de hoje em dia, qualquer time mais ou menos, faz com que um jogo contra nossa seleção brasileira desorganizada seja como parir uma bigorna.
Algumas escolhas do Mano são questionáveis, embora isso seja extremamente subjetivo. Nenhuma convocação será unânime, mas é preciso coerência em alguns aspectos. O jogador é convocado, fica na reserva, não joga, depois um outro é convocado e vira titular no lugar desse, que, teoricamente, seria a primeira opção. É complicado de entender isso.
Outro aspecto é a faceirice com a seleção tem jogado, com poucos jogadores aptos ou dispostos a fazer marcarção, o que contraria a biografia do Mano, que sempre foi cauteloso, vide a passagem dele pelo Grêmio e pelo Corinthians.
Por último, brigas e interesses políticos nos deixam preocupados. Cada um tenta puxar brasa para o seu assado, tentando puxar o tapete de outro ente da federação. Aí entram alguns subterfúgios e artimanhas que são "estranhos", para dizermos o mínimo.
Vamos ver como andarão as coisas nos próximos meses.
Nenhum comentário:
Postar um comentário